segunda-feira, 7 de dezembro de 2009



malditas gavetas furadas...

sábado, 5 de dezembro de 2009

Para a minha amada amiga, poeta de alma, rabiscadeira, cantadora de histórias de muita cor e parceira lírica sempre...


(um fragmento de mim)

lá fora, no dia de hoje, corre uma chuvinha rala mas que encharca os cantinhos recônditos da gente.

acredito profundamente nessa sabedoria das coisas vivas e irracionais
por isso digo que o tempo, esse que faz hoje, escreve no diário da minha infinitude
metáforas indecifráveis de sensações
entranhas

água que lava
que leva
vida
que traz

tudo tanto maior que a gente, coelho...
a gente farelo que se esbarra no enorme do mundo
tentando explicar o inexplicável
porque o caos do cemsentido é cão e devora

tudo tanto tanto... e nós? tão pouco...
tentando contar sobre o impalpável
para experimentar a eternidade de não ser

se eu pudesse abraçar você no inteiro do instante
sentido mesmo....de quase nunca
te enganar da solidão das horas
soprar dos seus ombros histórias cansadas
cantar alguma canção que fosse realmente nova
novinha....e te agradasse de verdade

e se eu pudesse, coelho, se eu pudesse...
dizer exatamente aquilo de que você necessita
prum sorriso morno e invasivo trazer inesperadamente
aquilo que nos alimenta e ilude cruelmente pra seguir nas britas
brutas
deixando pelos caminhos os pés

acredite, eu faria...

desejo que essa chuvinha sem vergonha consiga traduzir as metáforas
que a minha palavra viciada não alcança.

te amo fundo fundo, incuravelmente.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

to me also



Carta para Mari Brasil

Hey babe, quanto tempooooo...sinto falta de te escrever...é estranho que além da rotina, dos cafés condenados, das pálas comungadas, das histórias contadas em madrugadas frias, dos chocolates com os quais você me amava gentilmente e em silêncio...eu sinta falta das nossas trocas de escrivinhanças.

Eu penso em você, tenho saudades, mas é estranho ter que olhar pra trás e eu sei que estou te devendo atenção, visitas, conversas... você também anda meio desaparecida...está viva né?

Em que quarto será o que sua menina se encontra agora? Abraçando um gato gordo? Lutando contra fios de marionete? Querendo agarrar a própria sombra na marra? E como anda a terra do nunca...? Ainda vai no cinema aos fins de semana? Olhando agora...pra trás.

Bom, para te atualizar nas notícias eu ando numa fase meio confusa.... são tantas coisas acontecendo...e eu covardemente molho os pés em cada uma delas sem mergulhar exageradamente em nenhuma, acho que tenho medo de molhar os cabelos. Aprendendo muito, revivendo algumas coisas, mas apesar disso tem sido muito colorido. Venho sentindo que nesse esperado mergulho estou na beirada do trampolim, esperando a coragem de pular....será assim a vida? Viver na esperança do pulo....? É RASA A VIDA ou funda...?

O amor tem me enxugado as costas, e eu vivo ele macio... com alguns solavancos vez ou outra...mas ele sorri maroto e eu faço o que seria inevitável...sorrio de volta. Mesmo assim nessa semana tenho me sentido numa sozinhez de alma....querendo uma salvação....que eu sei que não vem de fora....e a sua lembrança é como o cactus com água no meio do deserto...Mari Brasil.

Eu posso me relacionar com você, porque você é humana demais, você sabe sangrar e se recompor e querer, é uma mulher de culhões... tão destemida nas suas micro saias e vestidinhos pretos. Você tem essa faceta de mulher que não cresce, como eu....e a gente achou que cresceria aos quase 30....eu tinha tanto medo de gostar do jornal nacional quando eu era pequena, medo de parar de brincar....nunca quero parar de brincar....

Saudade da sua gargalhada de gritos de gralha ecoando até a cozinha, de certa forma eu era tão senhora e você tão menina. E você me conte das suas aventuras viu? Algum motoqueiro cabeludo e tatuado na parada? ( riso)

Eu nunca vou te esquecer babe. Levo tanto de você comigo, mais do que você pensa. Em breve espero revê-la ou vê-la...já que a gente está sempre mudando.

Abraço apertado, daqueles que te deixam encabulada.

Marie

sábado, 14 de novembro de 2009




.viver é bom
e simples
quando a gente abre a escuta
as folhas me sussuram versos impossíveis para o papel
Hilda eu te amo eu te amo eu te amo
você me ensinou a desmaterializar a carne
e virar....
água.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

amor post it (?)


Eu queria escrever pra você uma carta ..
Eu nunca escrevi nada além de três ou quatro linhas pra você...
palavras sempre fizeram parte da minha forma de amar.
Pensei que nessa questão da eternidade a palavra teria esse poder, porque quando a gente escreve – eu te amo... .fica impresso no papel, pra quase sempre naquele espaço o amor se perpetua de maneira atemporal.

Mas do papel vai sempre depender o tipo... acho que vivemos mais do que nunca...na geração post-it como eu te disse... nada fica, e mesmo a memória precisa de uma formatação para que caiba tantas coisas que atropelam a gente.

O que vale melhor..ver muitas pessoas...um pouquinho de cada vez....ou ver alguém único daquela forma mais profunda...conhecer detalhes...bonitos....horríveis...essências....? Já nem sei.

Somos a geração da Rapunzel sem trança....como eu sempre digo.

De que vale chegar a um ponto só para concluir que aprendeu muito?
A gente se encontra para ter lições? Já nem sei.

Acho que não dá pra viver com medo da morte... mesmo mesmo.
E nem amar com medo de que acabe assim no assim
Talvez seja só isso que exista mesmo... entre todos os homens....grandes blocos de papel amarelo post–it pra nos lembrar das coisas que não conseguimos....por exemplo...que se ama, que amar não é fácil, é preciso fé, perseverança e carinho. É preciso que um papel fique grudado aqui na minha frente me dizendo: viva às largas, renasça a cada minuto, tenha força, alegria... porque a minha memória já não pode guardar mais nada.

Seja lá como for... a eternidade habita um segundo...dizem....( será?)
E ainda que eu tenha medo, reconheço que na minha natureza existe uma capacidade de amar infinita, que sempre vai preferir arriscar-se no segundo do que viver sem amor por medo.

Tenho te amado, de uma forma bonita e boa... mas eu não quero o no enquanto...eu não posso viver no enquanto...eu sempre quero o impossível....o infinito....o indescritível...o absurdo....o tudo....o sempre no sempre daqueles dias.Isso eu sei, não é pra todo mundo.

Prefiro me aventurar no único... acho que deve ser os 30 que se aproximam. Preciso acreditar em coisas que cresçam... que tenham raiz...que não se extingam nas tempestades....talvez realmente...eu seja MUITO.

Que seja o que a vida quiser!

Pero não quero endurecer e perder a ternura. (plagiando Neruda)